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25/08/2009 16:56
Por:

Radar

Mais para quem ganha mais
O executivo municipal bem que tentou, mas não conseguiu impedir o reajuste de 13,76% para os vereadores, prefeito, vice, secretários municipais e de 14,44% para o presidente do legislativo. Oito vereadores se manifestaram contra o veto aos projetos de lei que tratavam da matéria, fixando novos valores para o quadriênio 2009/2012. Como a votação foi secreta e nenhum dos vereadores quis “abrir” o voto, qualquer um pode dizer que votou contra a derrubada do veto. Há de se registrar que os projetos são independentes: um para o legislativo e outro para o executivo. Os vereadores poderiam ter derrubado o veto para manter a proposta de reajuste em seus vencimentos e votado a favor do veto quando a matéria tratou dos vencimentos dos cargos do executivo. Na interpretação do prefeito, os vereadores resolveram derrubar os dois como forma de dividir com o executivo um eventual desgaste frente à opinião pública. Lauro, que já havia garantido que não iria sancionar as leis, ratificou sua posição, em respeito ao funcionalismo municipal. Passadas 48 horas, caberá ao presidente da Câmara sancioná-los. Ou não.

O custo da CPI
O vereador Tonho, o proponente e presidente da CPI que investigou atos da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Cultural, disse na sessão da Câmara de segunda-feira, após a leitura e aprovação do relatório em plenário, que tudo o que foi relatado está fundamentado através da apresentação de provas e, num auto-elogio, disse que seu compromisso é com a transparência. Hoje, 12, vence o prazo de 15 dias para que o vereador responda à Folha o requerimento com pedido de informações sobre o total dos valores gastos durante a CPI, incluindo os honorários do advogado e da perícia contratados, as diárias e outras despesas realizadas. Já que a transparência virou virtude e não obrigação, é de se esperar que ela não exista só no discurso.