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Escolinha fundamental em Bag
O Luiz Fernando Mainardi não é mais o Prefeito de Bagé. Se ainda fosse, eu ia lhe sugerir que construísse na cidade uma Escolinha Fundamental para ensinar civilidade e boas maneiras. Não para crianças, que isso as Escolas Primárias de Bagé já fazem. Lecionar respeito e humildade aos figurões da República. Das oito às dez, aula de modéstia; das dez ao meio-dia, fundamentos de cortesia; de tarde, uma sessão de prudência no linguajar e, encerrando o dia, uma aula bem puxada de comportamento perante as câmeras de TV.
Professor? O Dr. Paulo Brossard de Souza Pinto. O Paulo Brossard, que mora em Bagé, está dando exemplos à vida inteira de postura e compostura, já passou pelos nichos mais requintados da República e está capacitado a transmitir conhecimentos de respeito, etiqueta e humildade. Implantar a Escolinha na terra dele seria uma forma de materializar reconhecimento e louvor às suas atitudes. Estaríamos levando os aprendizes ao Mestre e não este aos novatos.
Primeira turma: Ministros do Supremo Tribunal Federal. Bem na frente, na primeira fila, o Presidente Gilmar Mendes e o Ministro Joaquim Barbosa. Desprovidos da toga que distingue e enobrece, mas tão concentrados quanto exige o contexto .
Fecham-se as portas. O assunto é sigiloso. Os termos usados não podem ser revelados aos simples mortais. De fora, entretanto, os ouvidos mais aguçados conseguem captar fragmentos das instruções de Brossard: “...cuidado permanente...”, “...vocês não são mais importantes que a instituição...” “...humildade é sinal de grandeza...” “...vocês passam e o Poder Judiciário permanece...” “...dar bom exemplo aos simples mortais que almejam ser como vocês...” “...não se brinca impunemente com um Poder da República...”.
Findo o período de adestramento dos membros de STF a Escolinha abriria suas portas aos parlamentos, aos tribunais, aos ministérios. Em pouco tempo haveria um padrão de civilidade nas entidades capaz de orgulhar toda a Nação. Os simples mortais espelhar-se-iam nas autoridades e estas seriam e dariam exemplos a serem seguidos. Não seriam mais, os mortais, agredidos com termos degradantes proferidos pelos deuses do saber. Diálogos do tipo “vossa excelência não tem moral para tecer críticas ao meu comportamento” com a resposta “e vossa excelência tem?” seriam varridos do mapa. A propósito do diálogo acima referido, ocorrido na mais alta corte do País, nós , simples mortais, ficamos sem saber se a primeira “excelência” tinha ou não moral para criticar a segunda. Paciência!
É, a idéia de civilizar comportamentos parece boa, mas não poderá ser realizada. O Luiz Fernando não “apita” mais em Bagé. Uma alternativa, ou um “substitutivo” como as “excelências” apelidaram, que seria o Brossard ir, ele mesmo, dar aulas em Brasília, não será acatada pelo homem de chapéu-panamá. Ele não trocará o ar puro que banha o Pampa Gaúcho pelo caldo infecto e malcheiroso que inunda a Capital. É uma pena.
Edemar Mainardi
Engenheiro Civil
Professor? O Dr. Paulo Brossard de Souza Pinto. O Paulo Brossard, que mora em Bagé, está dando exemplos à vida inteira de postura e compostura, já passou pelos nichos mais requintados da República e está capacitado a transmitir conhecimentos de respeito, etiqueta e humildade. Implantar a Escolinha na terra dele seria uma forma de materializar reconhecimento e louvor às suas atitudes. Estaríamos levando os aprendizes ao Mestre e não este aos novatos.
Primeira turma: Ministros do Supremo Tribunal Federal. Bem na frente, na primeira fila, o Presidente Gilmar Mendes e o Ministro Joaquim Barbosa. Desprovidos da toga que distingue e enobrece, mas tão concentrados quanto exige o contexto .
Fecham-se as portas. O assunto é sigiloso. Os termos usados não podem ser revelados aos simples mortais. De fora, entretanto, os ouvidos mais aguçados conseguem captar fragmentos das instruções de Brossard: “...cuidado permanente...”, “...vocês não são mais importantes que a instituição...” “...humildade é sinal de grandeza...” “...vocês passam e o Poder Judiciário permanece...” “...dar bom exemplo aos simples mortais que almejam ser como vocês...” “...não se brinca impunemente com um Poder da República...”.
Findo o período de adestramento dos membros de STF a Escolinha abriria suas portas aos parlamentos, aos tribunais, aos ministérios. Em pouco tempo haveria um padrão de civilidade nas entidades capaz de orgulhar toda a Nação. Os simples mortais espelhar-se-iam nas autoridades e estas seriam e dariam exemplos a serem seguidos. Não seriam mais, os mortais, agredidos com termos degradantes proferidos pelos deuses do saber. Diálogos do tipo “vossa excelência não tem moral para tecer críticas ao meu comportamento” com a resposta “e vossa excelência tem?” seriam varridos do mapa. A propósito do diálogo acima referido, ocorrido na mais alta corte do País, nós , simples mortais, ficamos sem saber se a primeira “excelência” tinha ou não moral para criticar a segunda. Paciência!
É, a idéia de civilizar comportamentos parece boa, mas não poderá ser realizada. O Luiz Fernando não “apita” mais em Bagé. Uma alternativa, ou um “substitutivo” como as “excelências” apelidaram, que seria o Brossard ir, ele mesmo, dar aulas em Brasília, não será acatada pelo homem de chapéu-panamá. Ele não trocará o ar puro que banha o Pampa Gaúcho pelo caldo infecto e malcheiroso que inunda a Capital. É uma pena.
Edemar Mainardi
Engenheiro Civil