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Geral 13/03/2026 08:02
Por: Diego Foppa

Imprevisto no solo altera cronograma

Sondagem identificou camada de nove metros de seixo, o que compromete a concretagem das estacas e exige ajustes técnicos no projeto

A construção da ponte sobre o Rio Pardo, projetada para ser instalada na Rebentona e que conectará as localidades de Rebentona, em Candelária, e Paredão, em Vale do Sol, teve o cronograma alterado após a identificação de uma condição inesperada no solo durante a fase de execução das fundações.
Conforme o engenheiro civil responsável pela obra, Murilo Monteiro, após a sondagem do terreno foi identificada uma camada de nove metros de seixo, um material poroso, semelhante a cascalho. De acordo com a análise técnica realizada, essa característica poderia comprometer a concretagem das estacas, já que a injeção da calda de cimento poderia se dissipar nos vazios do material, reduzindo a resistência da estrutura.

Diante da situação, uma das soluções avaliadas é o revestimento dos furos com tubos de ferro durante a perfuração. No entanto, essa alternativa pode reduzir parte da resistência estrutural das estacas, o que exige um redimensionamento do projeto para garantir a segurança da ponte.Ontem (12), uma reunião foi realizada na Acic, com representantes da entidade, do Sicredi e da Prefeitura. Na ocasião, Monteiro apresentou uma prestação de contas dos trabalhos realizados para a construção dos pilares e também algumas opções para resolver as situações inesperadas, incluindo os respectivos orçamentos. Nos próximos dias, o engenheiro deverá apresentar um novo cronograma, incluindo o prazo para finalização dos pilares que darão sustentação às estruturas metálicas da ponte, que já estão no local.

Emenda destinada por senador foi direcionada para pavimentação 
O recurso de R$ 1 milhão anunciado por meio de emenda parlamentar do senador Luis Carlos Heinze (Progressistas), inicialmente destinado à construção da estrutura na Rebentona, acabou sendo redirecionado para a pavimentação de ruas de Candelária. A informação foi confirmada pela Prefeitura, que explicou não ter sido possível realizar o cadastro do valor dentro das normas exigidas pela legislação para esse tipo de investimento.

Segundo o Executivo, a mudança de destinação ocorreu em comum acordo com o gabinete do senador e o valor será utilizado para pavimentação das ruas ainda não pavimentadas do Bairro Marilene. Mesmo assim, a administração ressalta que tem apoiado o projeto da ponte desde o início das tratativas. Entre as ações realizadas pela municipalidade está a condução da tramitação para a doação de três módulos da estrutura metálica junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).