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Geral 30/01/2026 06:09
Por: Matheus Haetinger

Materiais para obra de rede de água estão largados há cerca de dois anos

Moradores da localidade de Alto da Légua aguardam a Prefeitura concluir a ampliação da rede de abastecimento de água

Cerca de 30 moradores da localidade de Alto da Légua, na região serrana do município, esperam há dois anos pela extensão da rede de água. Os materiais destinados à obra seguem abandonados no meio do mato, sem qualquer avanço visível, enquanto as famílias continuam enfrentando dificuldades no acesso a água potável. Os canos e a caixa d’água que serviriam para levar água até as propriedades desabastecidas já se encontram ressequidos.

Na casa da família do Victor Lemes da Silva, os transtornos são enormes pela falta de água potável. Ele conta que muitas vezes precisam se deslocar por mais de dois quilômetros para buscar água em baldes. “Enquanto isso, os materiais ficam lá estragando no tempo e nada é feito”, desabafa o jovem de apenas 15 anos, que inclusive levou o problema ao conhecimento dos vereadores em agosto do ano passado, quando participou do projeto Vereador Mirim, na Câmara.

CONTRAPONTO

A Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Pesca informou que a ampliação dessa rede de água foi interrompida em razão da insuficiente vazão do poço existente, que não teria capacidade para atender toda a demanda. “A ideia inicial era conectar a rede ao poço artesiano dos Três Pinheiros. Inclusive, a tubulação chegou a ser estendida até determinado trecho, no entanto, para suprir a demanda, o poço precisaria apresentar vazão mínima de três mil litros por hora, mas os testes indicaram menos de mil litros, inviabilizando a ligação”, destaca o secretário Celso Gehres.

O secretário destacou que, desde que assumiu a pasta, no ano passado, foram construídos cerca de 20 quilômetros de rede em diversas localidades do município. “A demanda é muito grande e, ao longo do caminho, encontramos algumas dificuldades, como a falta de maquinário, tendo em vista que precisamos utilizar nossas máquinas para atender acessos a produtores e recuperar estradas que foram danificadas pela enchente, o que também é prioridade”, justificou.