Por: Odete Jochims
Produtores rurais poderão usar nota fiscal em papel até 30 de abril
A emissão de nota eletrônica passou a ser obrigatória no
início deste ano para todos os produtores rurais no Rio Grande do Sul. No
entanto, atendendo a pedido de produtores, a Secretaria da Fazenda prorrogou,
até o próximo dia 30 de abril, o prazo para utilização do talão de produtor
rural já impresso, modelo A4, para produtores rurais com receita bruta inferior
a R$ 360 mil.
A medida visa garantir maior prazo para o atendimento às
exigências que valem para todos os Estados, a partir de norma definida no
Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A Receita Estadual gaúcha,
em diálogo com o setor, está publicando um decreto estadual que formaliza a
prorrogação do uso da nota em papel a partir de 5 de janeiro.
Entenda a mudança
O modelo 4 da nota fiscal, em papel, conhecido como “talão
do produtor”, deixou de ser aceito desde o último dia 5. A mudança começou pela
faixa de produtores que têm maior faturamento e, aos poucos, foi expandida para
pequenos produtores. A obrigatoriedade começou a valer em 2021 para os que
tinham faturamento superior a R$ 4,8 milhões. Em janeiro de 2025, foram
abrangidos também os que tiveram receita bruta de R$ 360 mil ou mais com a
atividade rural, além de todas as operações interestaduais.
Para o último grupo, foi flexibilizado o uso das notas em
papel até 30 de abril. A modernização da documentação fiscal no setor
agropecuário é uma mudança nacional que torna o processo de emissão de notas
mais ágil e seguro, reduzindo burocracias, minimizando falhas no preenchimento
dos dados e evitando o risco de perda de documentos, além de antecipar a realidade
após a Reforma Tributária, que deve extinguir completamente as notas em papel.
A Secretaria da Fazenda (Sefaz) oferece duas alternativas. O
aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), disponível para download gratuito pelo
celular, é o mais indicado. Como muitos trabalhadores estão no campo, sem
acesso à internet, o app pode ser utilizado no modo off-line. Dessa forma, os
usuários emitem a nota fiscal e, quando o aplicativo é conectado novamente a
uma rede de internet, a nota é autorizada. No próprio aplicativo, os produtores
podem apontar problemas, sugerir recursos ou solicitar a inclusão de novos
produtos para comercialização.
A partir de 1º de maio de 2026, fica vedada a emissão de
Nota Fiscal de Produtor, modelo 4.