Por: Diego Foppa
Ponte da Prainha exigirá nova licitação
Situação precisou ser reavaliada por conta do pedido de rescisão de contrato do processo anterior
A reconstrução da chamada Ponte da Prainha, uma das obras mais aguardadas pela população desde a enchente de 2024, não deverá ter um desfecho a curto prazo. Com o pedido de rescisão de contrato feito pela AahBrant Engenharia & Construções, de São Paulo, no início de fevereiro, a Prefeitura precisará abrir uma nova licitação para definir qual empresa ficará responsável pela execução da obra.
Segundo o chefe do Executivo cerro-branquense, Bruno Radtke, que esteve em Brasília na última semana em busca de recursos e participou de audiência junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) para tratar do tema, o projeto anterior não é mais aceito em razão de mudanças na legislação. Diante disso, também não é possível convocar a empresa segunda colocada na licitação anterior. “Nossa ideia era manter o projeto, mas a sistemática mudou”, destaca.
O projeto anterior previa o aproveitamento da parte da estrutura que não foi destruída, com a nova construção sendo conectada ao que restou da antiga ponte. Contudo, a Prefeitura precisará contratar uma empresa para demolir a parte que permaneceu de pé e elaborar um novo projeto para a estrutura completa, com 80 metros de comprimento e 6,5 metros de largura, contemplando duas vias de tráfego — uma para cada sentido — além de espaço para a passagem de pedestres. “O processo irá sofrer mudanças, mas são positivas. Lá no final, irá beneficiar os usuários”, acrescenta o prefeito. Ainda conforme Radtke, em razão das novas exigências, o projeto também terá alteração no valor, estimado agora na casa dos R$ 8 milhões. “É um recurso que é liberado somente quando a obra começa a acontecer. Temos a garantia de que, sendo aprovado o projeto, esse valor será creditado para a reconstrução”, afirma.
Ponte provisória segue como alternativa
A estrutura que liga Cerro Branco ao interior de Candelária foi parcialmente destruída pela força das águas do Rio Botucaraí durante a enchente histórica do ano passado. Desde então, a passagem de pedestres e veículos leves vem sendo realizada por uma ponte provisória, construída pela própria comunidade com apoio da Prefeitura e de empresas locais. Em ao menos três ocasiões, a estrutura sofreu avarias e precisou ser parcialmente reconstruída.